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domingo, 4 de setembro de 2011

Marcas deixadas no planeta...

Colégio Franciscano Sant’Anna


Marcas

deixadas

no planeta...





ALUNAS: Bruna, Gabriela, Bianca, Marina May, Rafaela Vetuschi e Daniele Dal Osto.

TURMA: 233 – 3º SÉRIE – EM

POFESSOR: Luciano Faustinoni.







“A pegada ecológica foi criada para nos ajudar a perceber o quanto de recursos da natureza utilizamos para sustentar nosso estilo de vida.”



O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados. Esses são alguns rastros deixados por uma humanidade que ainda se vê fora e distante da natureza. A pegada ecológica nos mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos.



Toda atividade humana provoca uma reação no planeta. O processo de produção de bens e serviços que são absorvidos de maneira rápida superficial irá retirar do meio uma série de elementos e devolver uma série de outros, na maioria abrasiva. O ideal seria o equilíbrio desta equação, ou seja, produzir, consumir e assimilar os resíduos gerados deve estar na mesma proporção. A “Pegada ecológica” vem como uma ferramenta para avaliar a relação entre a atividade de consumo humano e a capacidade da natureza metabolizá-la. Desenvolvido por Mathis Wackernagel e William Rees, em 1996, a metodologia conclui que todo indivíduo ou região, ao se desenvolver seus diferenciados processos, produz um impacto sobre a Terra, através dos recursos consumidos e dos desperdícios causados. Quantificando esse metabolismo, a “pegada ecológica” calcula, em hectares, a terra e água produtivas utilizada para a obtenção dos recursos que uma pessoa, cidade ou país utilizam, assim como para a absorção dos resíduos gerados. Como resultante do calculo, chegamos ao indicador do impacto que provocamos no meio ambiente e assim, conseguimos canalizar recursos de melhoria e compensação.

A pegada ecológica não é uma medida exata e sim uma estimativa. A organização não governamental WWF (World Wildlife Fundation) realizou um estudo que mostrou uma realidade que precisa ser mudada: cada habitante da Terra precisaria de 2,9 hectares por ano para manter seu estilo de vida atual, porém, hoje, cada ser humano tem à disposição apenas 1,6 hectares. A intensidade da pegada ecológica de cada pessoa, cidade ou região pode definir a qualidade de vida e a sustentabilidade do local. Dependendo de como caminhamos as pegadas dizem muito sobre nós. A extração desregulada, a alta produção de lixo, a ausência de reaproveitamento de resíduos ou qualquer falta de cuidado com os recursos naturais podem desequilibrar a balança e talvez, de maneira definitiva. Por isso a importância de medir essa intensidade e buscar novos hábitos para alcançar uma positiva mudança.







A seguir a entrevista com

Rubson Lauratti

Profissão: Gerente de fiscalização (ambiental) – Santa Maria, RS



1 – Qual é o problema ambiental que está em maior abundância? Quais os principais prejuízos?

Todos são abundantes, mas o principal e não menos importante é o problema do saneamento básico. Sobre a rede de esgotos, o esgoto acaba parando em arroios e rios. Por a cidade ter crescido desordenadamente, vários problemas foram surgindo.



2 – O lixo tem seu destino correto? Há reciclagem?

Cerca de 90% do lixo doméstico tem o destino correto, ou seja, vai para aterros sanitários. O destino do lixo doméstico em Santa Maria é para o aterro da Caturrita. O lixo industrial e comercial tem outro destino.

Está a caminho de ter a reciclagem, no momento está precária. Já pediram a incitação, estão caminhando para um bom desenvolvimento.



3 - O sistema de esgoto é tratado corretamente?

Em parte sim. 40% das casas têm sistema de esgoto, 60% não têm. Na região central do estado há tratamento, mas não em todas as regiões de SM há. Tem bairros que possuem saneamento e tratamento, porém não é possível dizer se as pessoas realmente utilizam a maneira certa ou se despejam o esgoto no arroio.



4 – Quais as principais soluções para resolver os problemas ambientais?

1ª – consciência ecológica do cidadão

2ª – educação ambiental, pois todos devem colaborar

3ª políticas públicas

“Não adianta o cidadão pensar que nada é culpa sua e empurrar tudo “pela barriga”. Cada um deve ter consciência do que faz. Cada um precisa fazer sua parte, por exemplo, alguém não pode achar que se o vizinho tem problema, achar que o problema não é ai si e nem do vizinho, mas sim da prefeitura.” Essas são algumas palavras do gerente.



5 – Você colabora com o meio ambiente? Para sua preservação?

Sim. – “Faço disso meu trabalho”, por trabalhar em um lugar onde cuida do meio ambiente, automaticamente ocorre a conscientização, arborização das arvores, diminuição do consumismo.
















Como se pode perceber através da entrevista feita com Rubson Lauratti, gerente de fiscalização ambiental da prefeitura de Santa Maria, as condições não são nada boas. O crescente aumento do consumo e a falta de consciência quando o assunto é meio ambiente estão se tornando cada vez mais interligados. Isso resulta na catastrófica situação que podemos analisar em Santa Maria. O nível da “pegada” que os cidadãos estão deixando no meio ambiente está em número demasiado. Isso significa que a população está exigindo mais do que o planeta pode oferecer, logo o planeta não consegue renovar seus recursos naturais. E quem são os maiores prejudicados? Nós, seres humanos. Quanto maior a exploração, maior a marca deixada. Podemos perceber pelos lixos espalhados na s ruas, lixos que devido a sua grande quantidade não podem ir para seus devidos locais.

Nota-se na entrevista que precisamos viver de acordo com a “capacidade” do planeta (no caso Santa Maria), ou seja, de acordo com o que a Terra pode fornecer e não com o que gostaríamos que ela fornecesse. Quanto maior a exploração que é feita na cidade, mais marcas ela está deixando.

Através da entrevista, se pode perceber que por mais que os órgãos públicos da cidade queriam melhorar a qualidade de vida, por exemplo, o tratamento de esgoto e a coleta de lixo, eles ainda sofrem problemas e dificuldades. Isso se deve ao fato de a conscientização está longe de ser alcançada, já que o primeiro passo quem tem que dar somos nós.

É fundamental adotar estilos de vida mais equilibrados e amigáveis com o meio ambiente. Não pode ser esquecido que o planeta Terra está interligado, no momento que uma parte for afetada, conseqüentemente outras se afetarão. O planeta e a vida pedem socorro. Para termos uma vida, vivendo de forma sustentável, é preciso que os limites sejam respeitados. Além do mais é preciso que prezemos as gerações futuras.

 E agora para concluir, faço a pergunta que não quer calar: “Que marcas você quer deixar no planeta?”

“Se não prestamos atenção no caminho, ou aceleramos demais o passo, nossas pegadas se tornam bem mais pesadas e visíveis. Porém, quando andamos num ritmo tranqüilo e estamos mais atentos ao ato de caminhar, nossas pegadas são suaves.” (WWT)







Práticas que ajudam a diminuir a Pegada Ecológica:



Alimentação – agricultura orgânica.

Consumo – Adquirir produtos “verdes”; Ao comprar carvão, verifique na embalagem se o produto é registrado no IBAMA; Quando comprar palmito em conserva, verifique no rótulo o número  de registro no IBAMA; Não compre orquídeas e bromélias à beira das estradas; Nunca compre animais silvestres, caso queira adquiri-los, certifique-se de que sua criação tem certificação do IBAMA; Ao comprar móveis e madeiras, dê preferência aos que são feitos de pinho e verifique se o comerciante possui documentos de que a madeira é certificada com o selo FSC; Compras solidárias...

Moradia – Morar em comunidade (família, amigos), pois reduz pegadas. Morar sozinho há muito excesso e desperdício; Melhor aproveitamento da água.

Hábitos – “Viagens sustentáveis”, nas quais o transporte e a estadia são coletivos, a mão de obra local é valorizada; A coleta seletiva; Valorizar o contato com a natureza; Evitar a geração de grande quantidade de lixo; Compra responsável.

Transporte – Um transporte sustentável; Fazer a revisão do veículo particular além de abastecê-lo com combustíveis alternativos (álcool, gás natural, bicombustível) e dirigir uma quantidade de carbono na atmosfera.





Bibliografia:



http://cadernor.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=356:pegada-ecola-o-que-sso&catid=50:meio-ambiente &Itemid-208 acessado em 08/08



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PROTEJA O PLANETA.

LEMBREM!

SEMPRE É POSSÍVEL MUDAR.

Um comentário:

  1. É interessante a propagação dessas informações, tanto para conhecimento como para conscientizar-nos do que acontece ao redor e para nos motivarmos a tomar uma atitude o quanto antes, ao percerbemos que ainda há muita coisa para ser mudada e resgatada. Mesmo tendo a maior parte do lixo sendo direcionada para seu destino correto, não custa termos uma atenção, através de pequenos gestos como separar o lixo doméstico e fazer uso das lixeiras especiais. Ana e Isadora 221

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