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segunda-feira, 14 de novembro de 2011


Projeto Fitoterápicos -  2º ano do Ensino Fundamental

Deise Londero Kieling

O Colégio Franciscano Sant’Anna desenvolve projetos a nível ambiental, seguindo os princípios da mantenedora da Rede das Escolas Franciscanas da SCALIFRA-ZN.

Ao longo do ano de 2011, professoras e alunos do 2º ano do Ensino Fundamental executaram ações do Projeto Fitoterápicos. Nessa proposta, as crianças foram desafiadas a conhecer o significado da fitoterapia, refletindo sobre os benefícios para a saúde.

Na realização das atividades os alunos foram percebendo a importância de alterar certos hábitos alimentares, tomando consciência a respeito dos alimentos ingeridos.  

O Colégio Sant’Anna estimula as pessoas a pensarem na vida, contribuindo assim para a formação de opinião e o compromisso de cada um para um planeta mais equilibrado. Ao vermos os problemas ambientais e o mau uso dos recursos disponíveis na natureza é de inteira responsabilidade e comprometimento estimular o aluno a relacionar-se com o outro e com o meio de maneira harmônica, interagindo de forma consciente com todos os seres do ambiente. Ainda, o aluno deve explorar a imaginação e a criatividade, desenvolvendo a percepção para reconhecer e acolher o que pode ser feito para PRESERVAR e CUIDAR.

Viver no Sant’Anna  é experimentar novas possibilidades de conquistas, desenvolvendo a sensibilidade para contemplar as belezas do mundo e buscar por meio das relações o crescimento como pessoa humana.





sábado, 15 de outubro de 2011

CONTINUE LIGADO NAS QUESTÕES AMBIENTAIS

        O Brasil, diferentemente de outros países que contribuem para o efeito estufa pela dependência excessiva de combustíveis fósseis, emite gases que geram efeito estufa  principalmente por causa do desmatamento da Amazõnia e do "pum" liberado pelo imenso rebanho bovino que temos.
        Para reduzir o que fazer?
        A Política Nacional de mudanças climáticas estabelece a meta de redução do desmatamento na região em 80% até2020. Mas e o metano liberado pelo gado? Metano este que dobrou na atmosfera nos últimos 200 anos. Metano que sozinho é responsável por 17% do efeito estufa e consequentemente do aquecimento global.
        Você tem uma solução?Ou uma proposta?
        Deixe sua opinião.
        (Fonte: Guia do Estudante, Atualidades, VESTIBULAR + ENEM, 2012, PAG179)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ALTERNATIVAS ECONOMICAMENTE VIÁVEIS PARA A CRIAÇÃO DE UMA RESIDÊNCIA SUSTENTÁVEL

COLÉGIO FRANCISCANO SANT'ANNA

ARTIGO CIENTÍFICO
              


Admir João Basso Junior
Brenda Fiorin Ramão
Carolina dos Santos Stein
Gabriela Carli Baldiatti
Victor de Mello Palma I

T 231

Resumo

Começar a pensar em alternativas viáveis para amenizar os efeitos causados pela exploração desenfreada inicia-se em casa, adquirindo-se pequenos hábitos que ajudam o mundo e substituindo os materiais não-renováveis por reciclados. O objetivo principal é mostrar que não é preciso abdicar do conforto para ser ecologicamente correto, e também não é preciso gastar muito dinheiro para alcançá-lo. Tecnologias novas e baratas substituem as antigas, poluentes e desnecessárias comparadas com as novas. Sustentabilidade é a palavra que rege o cotidiano de todos, desempenhando o papel principal para alcançar-se o futuro verde e limpo das gerações seguintes.

Palavras-chave: Alternativas viáveis. Casa. Sustentabilidade.

Abstract

Start to thinking about viable alternatives to ease the effects made by the exploration without limits begging at home, acquiring little habits which help the world and replace  the   not-renewable    materials    for
 

recyclable. The main objective is to show that isn’t necessary take off the comfort for being ecologically correct, and also isn’t necessary spend a lot of money to get it. New and cheap technologies replace the old ones, pollutant and unnecessary if compared with the newer ones. Sustainability is the word that guides the people’s day-by-day, playing the main paper to get the green and clean future to the next generations.

Keywords: Viable alternatives. Home. Sustainability.

Resumen

Empezar a preocuparse  con alternativas viables para reducir los efectos causados por la exploración sin límites del medio es un tema para casa, con pequeños actos  que ayudan lo mundo. El objetivo principal es mostrar que no tenemos que renunciar a la comodidad para preservar el medio ambiente e que no es preciso gastar mucho dinero para hacerlo. Las nuevas tecnologías sustituyen a las viejas muy rápidamente así descartamos muchas cosas que todavía están buenas sólo para tener la nueva tecnología que es muy mal. Sostenibilidad es la palabra que gobierna el mundo actual tiendo el papel principal para lograr un futuro que sea verde y limpio a las generaciones siguientes.

Palabras clave: Alternativas viables. Casa. Sostenibilidad.


I   Professoras orientadoras: Suzana Dalcin Dellaméa e Vanessa Pagnussat - Colégio Franciscano Sant’Anna


1 INTRODUÇÃO

Com o efeito-estufa, o desmatamento e a poluição, a mídia e as ONG’s evidenciaram a  preocupação com o meio ambiente, estimulando a busca por um padrão de vida sustentável, benéfico à natureza e que possa ainda assim proporcionar conforto. Sustentabilidade, por sua vez, define-se por algo não só correto, mas também possível e viável.
Com base na necessidade de criação de novas alternativas sustentáveis buscou-se um meio de trazer para a realidade de nossas casas a tecnologia e economia que algumas mudanças podem oferecer. Partindo do princípio de que a casa é a parte do planeta em que temos mais autonomia para modificar é também onde podemos fazer a maior diferença.
É vital que haja o cuidado da sociedade com o seu habitat, não só pela preservação de sua própria espécie, mas pela preservação de tantas outras incapazes diante da situação ecológica atual. Através de medidas reais e possíveis a população pode cuidar do planeta em que vive, com pequenas atitudes.
Apresentaremos ao longo desse trabalho diversas maneiras de ter uma vida confortável, ecologicamente correta e que não depende de valores exorbitantes, com dicas e opções de curto e médio prazo para um meio-ambiente mais saudável, com o objetivo de uma mudança real na forma de cuidar da natureza disponibilizamos meios para que cada um faça a sua parte.




2 AQUECIMENTO NÃO-POLUENTE
Brenda Fiorin Ramão

Comprovadamente os maiores gastos energéticos de uma casa estão ligados ao aquecimento, seja da água ou do ambiente em si. Isso se dá pelo fato que os equipamentos resistores (que transformam energia elétrica em calor) consomem mais do que equipamentos que produzem trabalho ou som.
Através de uma pesquisa feita sobre o gasto energético de uma residência sob a orientação do professor Giovani Bortoluzzi Soares constatamos que o chuveiro elétrico consome 47,96% da energia total. Logo atrás vem os sistemas de manutenção da temperatura do ambiente, o que engloba o ar-condicionado e as estufas portáteis, que variam seu consumo de acordo com o mês e a estação do ano.
Existem opções que não utilizam da energia elétrica, como as lareiras por exemplo, mas a liberação de gás carbônico pela queima de madeira não faz desse tipo de aquecimento uma alternativa ecologicamente correta. Também é preciso ressaltar que a madeira utilizada nas residências para esse fim nem sempre conta com certificados que garantam a sua origem, o que faz com que o consumo de madeira de baixa qualidade para a queima estimule a derrubada de árvores em lugares inapropriados, acentuando assim o desmatamento, que por sua vez interfere na vida das espécies animais que habitam esses ecossistemas.
Aquecer uma casa de uma forma que não agrida o meio ambiente e que reduza a demanda de eletricidade é, portanto, uma das formas mais acessíveis de reforma ecológica, por diminuírem as contas de luz ao mesmo tempo que cuidam da natureza. Medidas baratas podem e devem ser tomadas para um aquecimento ideal da residência.
Se a intenção é resfriar o ambiente o telhado pode vir a ser muito útil. O material, o acabamento e a cor fazem com que a absorção de energia mude, tornando a casa mais ou menos quente. Segundo Racine Prado, professor de física das construções da USP (SUPERINTERESSANTE, dezembro de 2007, p. 63) “Com as superfícies externas da casa pintadas de branco, menos calor penetra na casa e a temperatura interna pode variar até 5°C.”


Pintar telhados e paredes de branco pode fazer com que até 90% da luz incidente seja refletida, já que a tinta dessa tonalidade rebate de 50 a 90% dos raios solares. Enquanto isso a tinta vermelha ou marrom só reflete de 20 a 30% e as cores laranja e cinza ficam na média dos 30e 50% respectivamente. (SUPERINTERESSANTE, dezembro de 2007, p. 63)


O uso de um telhado branco é uma escolha simples e de preço acessível, todavia só é eficiente se for possível limpa-lo a cada três meses, pois a sujeira acumulada o escurece, reduzindo assim o nível de reflexão da luz incidente. Nesses casos o uso de telhas cerâmicas e vitrificadas pode ser a melhor opção, por também refletirem um certo grau de luz e não precisarem de tantos cuidados.
Mantas térmicas também reduzem a absorção do calor proveniente do sol, impedindo ainda a passagem de poeira e água. Essas mantas podem receber uma coberta de outros produtos para proporcionar excelente isolamento contra o calor e o frio. Sua capacidade em manter o calor fora de casa no verão e dentro no inverno faz com que elas possam ser utilizadas em áreas com grandes amplitudes térmicas, por se ajustarem ao tempo.
Outra alternativa, agora para regiões de clima mais frio, é a instalação de um sistema de aquecimento solar, através de placas que captam o calor emitido pelos raios solares e o repassa para dentro da residência. Contudo um fator deve ser bem estudado para que o rendimento de um sistema como esse possa render resultados significativos: a insolação que a casa recebe. Em locais que recebem pouco sol ou o recebem por um período muito pequeno do dia os resultados se tornam quase imperceptíveis.
Existem hoje sistemas de aquecimento pelo piso da casa através de serpentinas com um ciclo fechado de água que podem ser aquecidas com energia elétrica ou gás. Muitos defendem que os pisos radiantes são altamente ecológicos, porém utilizam energias poluentes e consumem bastante, o bom é que seu aproveitamento é maior do que o dos aquecedores convencionais pela tendência natural do ar quente “subir” em função de sua baixa densidade, aquecendo o ambiente de forma homogênea.
Seguindo o mesmo principio da baixa densidade do ar quente podemos manter a casa mais arejada no verão, para isso deve-se colocar basculantes na parte superior das paredes, pois o ar quente sairá por elas nos dias quentes, deixando a temperatura da casa mais agradável. Nos dias frios o simples fechamento dessas janelas impede que o calor fuja, pois o vidro é um ótimo isolante térmico.
Algumas opções de aquecimento sustentável podem exigir reformas e alguns custos iniciais, toda via esses investimentos são compensados em cerca de dois anos pela diminuição das contas de luz. Existem ainda receitas caseiras que com materiais alternativos e um pouco de trabalho produzem resultados semelhantes a custos menores, como por exemplo um aquecimento solar feito a partir de embalagens longa-vida.


Quando a radiação solar incide na superfície negra das embalagens longa-vida, estas absorvem a energia solar transferindo-a para a água que está dentro da tubulação. O fato de o alumínio refletir a radiação infravermelha permite que a energia solar não seja perdida dentro das embalagens longa vida e que grande parte da energia solar seja transformada em energia térmica, aquecendo a água.(DAMASIO; STEFFANI, Rev. Bras. Ensino Fís. vol.29 no.4 São Paulo  2007)



3 CONSTRUÇÃO E DECORAÇÃO SUSTENTÁVEL
Carolina dos Santos Stein

            Nas casas ecológicas um dos aspectos principais é a escolha dos materiais que farão parte da construção. Em uma casa sustentável as paredes podem ser feitas de blocos de concreto estrutural, que possuem aberturas para a passagem de tubulações e fios elétricos, tijolos ecológicos, feitos de terra, água e uma pequena quantidade de cimento (os tijolos são prensados e não queimados como os tijolos comuns, que gastam também eletricidade em sua fabricação) ou ainda madeira reflorestada, a qual deve ser certificada.
            Paredes feitas de plásticos PET chamam a atenção no projeto “Casa Fator 10”,  cuja estrutura consome um décimo dos recursos ambientais de uma casa comum. Isso se dá pelo fato de as paredes plásticas absorverem o calor do Sol durante o dia e pela noite dissiparem-no pela casa toda, mantendo-a aquecida.
            Para melhorar o uso da madeira, produto que nos dias atuais está levando as árvores à extinção pelo acelerado ritmo de desmatamento, foram criados plásticos que têm a aparência de madeira. Estes são melhor aproveitados por serem mais duráveis e permitem que a natureza complete deu ciclo sem perturbá-la, são as chamadas “madeiras plásticas”, cuja utilização é mais freqüente em áreas externas, como decks de piscinas. A madeira plástica é resistente a cupins, intempéries, roedores e pragas que possam vir a danificar a madeira.
            Por sua vez, a madeira de demolição é uma forma de reutilizar árvores que antes seriam descartadas, a fim de que constituam material para a construção de paredes e móveis. Esses últimos, além de decorar a casa, ajudam a natureza, conforme a entrevista do pesquisador Márcio Nahuz, pesquisador do Centro Tecnológico de Recursos Florestais  do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT): “O móvel de madeira mantém o carbono que iria para a atmosfera aprisionado por muito tempo, podendo ser usado por muitas gerações. Isso não acontece com os plásticos e o aço”. Recuperar móveis velhos ainda pode ser uma saída para a não-acumulação de lixo no planeta. Um móvel que está em bom estado pode ser reaproveitado na própria casa, doado ou vendido, evitando que ele vá para os aterros sanitários. Pode-se também reformar alguns móveis através de pinturas e polimentos.
            Outras alternativas quanto a maneira de escolher um móvel são os vários tipos de cadeiras, mesas, “puffs” feitos de pneus e garrafas pet, os quais podem ser feitos mesmo em casa. Objetos decorativos podem ser obtidos através da reciclagem do plástico e retalhos de tecidos, diminuindo a poluição ambiental de uma forma bastante criativa.
            Optar por tintas minerais na hora de pintar as paredes ajuda na redução do uso de produtos químicos voláteis, encontrados nas tintas normais. Como a tinta feita a base de terra,  que não desbota com o tempo, é totalmente atóxica, a base de água e não agride o ambiente, assim como o cimento que é criado a partir de carbonato de cálcio e é uma saída para o modo de produção do cimento convencional. O carbono que passa nas chaminés das indústrias é posto em contato com o cálcio e, após a reação entre os dois, obtem-se o cimento. Mais carbono aprisionado dessa forma, e por conseguinte menos carbono na atmosfera.
            Cinzas volantes: são os resíduos produzidos durante a queima do carvão. Para utilizar esse subproduto de maneira positiva, as empresas atualmente usam as cinzas volantes na produção de cimento. Usar cimento com cinzas volantes diminui a demanda pela criação de mais concreto, uma produção que libera dióxido de carbono na atmosfera.
            Diversos edifícios ecológicos foram construídos ao redor do mundo. A empresa de tecnologia NOKIA, localizada em Beijing, na China, conseguiu reduzir 37% no consumo de água e cerca de 20% no consumo de energia quando comparado aos edifícios comuns. A empresa baseou-se em 30 técnicas de design que permitiram a redução. 
O City Hall, em Chicago, possui um telhado ecológico, que consiste em construir um jardim no terraço de prédios e casas, a fim de regular a temperatura e aumentar as trocas gasosas do ambiente. A evapotranspiração e a sombra produzidas pelas plantas ajudam a eliminar o efeito da Ilha de Calor Urbana criado pelo excesso de superfícies reflexivas e impermeáveis nas cidades e nos subúrbios. Como as Ilhas de Calor Urbanas elevam a temperatura em áreas urbanas e suburbanas, elas acabam aumentando a demanda por aparelhos de ar-condicionado e iniciam um ciclo de consumo de energia que contribui para o aquecimento global.
            Na hora de escolher os materiais para construir suas casas, a maioria das pessoas primeiro checa o preço de cada item para depois analisar a qualidade, muitas vezes não pensando na sustentabilidade que eles possam oferecer.  O preço de um material ecológico na hora da compra pode ser maior comparado a um não-ecológico, entretanto as vantagens nos anos subseqüentes compensam o custo elevado. Os tijolos ecológicos não utilizam argamassa para aderência, pois encaixam-se na construção das paredes, economizando dinheiro por não necessitarem de colagem.
            Permitir a passagem de ar através de janelas e portas de vidro diminuem o uso de ventiladores e ares condicionados, além de reduzir o consumo de lâmpadas, permitindo que a luz natural entre, conseqüentemente reduzindo o valor da conta de luz. Tais alternativas fazem com que o projeto de uma casa ecológica seja não só admirado, mas também viável, por haverem medidas que exigem baixos custos.


4 ECONOMIA REAL DE ENERGIA
Victor de Mello Palma

Nas ultimas décadas o ser humano vem aumentando as explorações nas reservas esgotáveis de combustíveis fósseis como o carvão, o petróleo e o gás natural que são limitados e causam danos no meio ambiente.
Os países cada vez mais investem nas aplicações da energia solar, desde as características do fluxo de radiação solar que chega a terra até a tecnologia necessária para viabilizar, em termos técnicos e econômicos, o máximo aproveitamento dessa energia. Além da importante tarefa de conscientização e sociocultural pelo uso de uma energia limpa e gratuita e a economia de energia elétrica convencional.
As placas ou coletores solares servem para captar a energia da luz do Sol e converte-la em energia elétrica. As suas células fotovoltaicas, feitas de materiais semicondutores de eletricidade, como o silicone, são as responsáveis por essa conversão. Quando tais células são iluminadas, ganham um pólo positivo e outro negativo, como uma bateria comum.
O efeito fotovoltaico foi descoberto, em 1887, pelo físico alemão Henrich R. Hertz (1857-1894). Esses geradores elétricos têm sido cada vez mais usados em aparelhos eletrônicos e em satélites. Fora da atmosfera terrestre, um sistema de placas solares é capaz de absorvem 14% da energia solar que incide nelas. Cada metro quadrado de coletor fornece 170 watts (pouco menos que três lâmpadas comuns de 60 watts).
O estúdio de arquitetura Gang em Chicago projetou o “Solstice on the Park”, um prédio que um ângulo de 71 graus das janelas capta a luz solar nos dias mais frios e mantém o ambiente agradável nos dias mais quentes. Os arquitetos posicionaram cada janela de forma diagonal, permitindo um efeito cintilante. O edifício terá 26 andares e 145 apartamentos. Cada ambiente foi construído pensando em criar áreas independentes e viradas para o sul, de forma que seja possível captar a luz solar no inverno, reduzindo custos com ar condicionados.
Segundo a equipe de execução, mais de um terço do prédio virá de recursos renováveis, como energia eólica e solar. Este foi um projeto custo razoável e que foi executado, criado com base dos ensinamentos matemáticos e consciência ambiental, sendo portanto uma idéia inovadora e inteligente.
Tomar banho de manhã também faz bem à natureza. Nos horários de pico o consumo pode superar a oferta de energia das hidrelétricas, se isso ocorre as termoelétricas são acionadas, o problema é que elas são muito mais poluentes.      
                       

5 REAPROVEITAMENTO E ECONOMIA DE ÁGUA
Gabriela Carli Baldiatti

Economizar água deve fazer parte do cotidiano de todos os cidadãos, um bem que está ao alcance de todos. Mas se existirem ações erradas, torna-se difícil que todas as pessoas tenham acesso a esta água.
            Várias metodologias de economia de água estão disponíveis  no mercado. Às vezes não é necessário gastarmos dinheiro para cuidar do planeta, pois com pequenas ações podemos ajudá-lo. Ações estas que são: nos certificarmos que não há nenhum vazamento em casa, tomarmos conhecimento que todas as hidras estão em pleno funcionamento, determinar um tempo moderado para banhos, cuidarmos as torneiras para que não tenham goteiras, reaproveitarmos a água que sai das máquinas de lavar roupas e muitas outras ações.
O mercado de construções sustentáveis tem crescido ao longo dos anos na questão da água. O comércio é grande, há várias opções de mercadorias que ajudam na economia da água. Vasos sanitários com duplo acionamento já fazem parte do cotidiano de muitos cidadãos. Uma nova tecnologia que está no seu auge é o piso drenante, um piso que ao invés da água ficar empoçada na calçada ela escorre por fendas e chega ao lençol freático. Torneiras com fechamento automático, também são uma alternativa de economia, as torneiras após 7 segundos se desligam automaticamente, evitando o desperdício de água.
Cada vez mais, designers vem desenvolvendo produtos para captação da chuva, como o designer holandês, Bas van der Veer, projetou  uma canaleta, capaz de armazenar 5 litros de água, na qual já possui um regador e uma torneira acopladas, uma alternativa sustentável para a rega das plantas no jardim.
Estas alternativas ajudam e muito na economia da água no nosso cotidiano e principalmente o nosso planeta.


6 CUIDADOS QUE PROMOVEM A SUSTENTABILIDADE
Admir João Basso Junior

Com o desenvolvimento desenfreado desde a revolução industrial, são cada vez mais necessárias técnicas de preservação dos recursos naturais não renováveis que atendam os próprios preceitos sociais modernos que são a agilidade e a velocidade de circulação. Assim, nós, enquanto sociedade, precisamos de técnicas rápidas e com eficácia significativa após o curto período de aplicação. Partindo desse principio foram encontradas “dicas rápidas para salvar o planeta”, interessantes e úteis em nossa realidade.
A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. O mau cheiro que eles exalam é metano, um gás inflamável e poluente. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma enorme quantidade de água pois cada 1 kg necessita de 200 litros de água potável e o mesmo quilo de frango consome 10 litros.
Um tanto inusitada, a idéia de consumir menos carne vermelha para diminuir o consumo de água é totalmente inovadora e eficiente. Unindo assim tudo que a sociedade precisa. Além do consumo de água por parte dos bovinos ser enorme eles também contribuem em grande parte para o efeito estufa e o desgaste dos solos, uma vez que a terra a qual os animais pisam adquire um aspecto vulgarmente chamado de “socada” não propiciando o escoamento natural da água e impedindo a sua infiltração e não permite desse modo a recuperação de algumas gramíneas que serviriam de alimento para esse mesmo gado que agora é obrigado a ser mudado de lugar que conseqüentemente vai ser destruído.
Já um ar-condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por  ano. Além dos 158 quilos a mais de gás carbônico na atmosfera, o mau uso de aparelhos como o ar-condicionado acarretam seriíssimos problemas para a saúde. A falta de limpeza nos sistemas de condicionamento de ar gera doenças como a bronquite e inúmeras alergias e desse modo faz com que sejam utilizadas ainda mais embalagens, no tratamento da doença.
A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso. Segundo uma pesquisa realizada pela UNIFESP 64% dos entrevistados deixam todos os aparelhos de sua casa em standby, e assim pagam 6% a mais na sua conta de luz, sendo que esse dinheiro podia ser reutilizado de forma que servisse para comprar alimentos ou até mesmo para alguma doação. Vale lembrar que as usinas hidroelétricas não são livres de poluentes e que cada aparelho que fosse completamente desligado diminuiria o acúmulo de dejetos gerados pelas turbinas e assim a contaminação do meio ambiente pelo descarte desses materiais.
Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito. Muito eficiente na sua saúde e na do planeta as compostagens são um meio prático e rápido de economizar. Ao enterrar cascas e partes de alimentos eles viram adubo que fortifica e aumenta a fertilidade do solo que vai gerar agora muitos frutos com o dobro de nutrientes que poderá ser vendido ou consumido com muito mais intensidade.
Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel Comum. E poupa nossas florestas. Ao ofertar o uso de papel reciclado a sociedade brasileira cai num paradigma uma vez que é 5 reais mais caro por pacote de folha reciclado comprado. Dessa maneira é bem mais fácil pegar as folhas branquinha e mais baratas. São em casos como esse em que a necessidade de cuidar do planeta é sobreposta pela desvantagem econômica que o governo se faz ausente sem a implementação das velhas e boas políticas de subsidio as novas técnicas de preservação ambiental.
Nós enquanto sociedade capitalista, possuímos o defeito mais grave de todos acerca do consumo: consideramos a água um bem inesgotável e não medimos as gotas ao utilizá-la de forma a “esbanjar’ em todo o tipo de atividade que envolveria seu uso mínimo.


7 CONCLUSÃO

            Com base nos dados coletados durante este estudo podemos concluir que viver em harmonia com o meio ambiente é uma questão de escolha, pois muitas medidas eficazes podem ser tomadas com pouco dinheiro e boa vontade. Evidenciamos também que é possível aliar conforto e sustentabilidade.
            Toda grande mudança começa com um pequeno passo. Se a sociedade atual for capaz de pequenas reformas nos seus hábitos e residências essas pequenas ações tornar-se-ão grandiosas pelo  volume de envolvidos, e finalmente estaremos fazendo algo de concreto pelo planeta em que vivemos, somente assim estaremos escolhendo os nossos caminhos.
            O homem, como parte pertencente de um ecossistema não tem outra escolha se não preservá-lo para garantir sua sobrevivência. As mudanças para um planeta sustentável não estão apenas nas mãos de grandes industrias. Cabe a toda população o dever de cuidar do seu impacto ambiental e usar a sua voz.   


8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SUPERINTERESSANTE, dezembro de 2007
























AMAZÔNIA: FASCÍNIO E DESTRUIÇÃO

              COLÉGIO FRANCISCANO SANT’ANNA
                                      PROJETO INTERDISCIPLINAR
                                          Artigo Científico

 Gabriela Fabra, Bruna Weber, Marina May, Rafaela Vetuschi, Bianca Almansa e Daniele Dal Osto.
Turma 233.

Resumo

    Na construção desse trabalho, várias pesquisas foram feitas e diversas descobertas foram notadas. A Amazônia, nosso tema central, está em perigo. Assunto esse que já está repercutindo em todo o globo, porém, de uma maneira diferente da que geralmente é tratado: relacionamos os problemas na Amazônia com a nossa atual situação em Santa Maria-RS.
    Consultamos pessoas encarregadas de cuidar do meio ambiente em nossa cidade e constatamos que, o que acontece na floresta, influencia em todo o país e mundo.
    Biopirataria, desmatamento ilegal, tráfico de animais, secas e queimadas são alguns dos assuntos relatados neste artigo, no qual visamos deixar os leitores cientes do que está acontecendo e mostrar que, o que está acontecendo na Amazônia, é realidade e não mera invenção.

Palavras-chave: Amazônia, perigo, problemas, meio ambiente. 


Abstract


    In order to realize this work, several researches and surveys were carried out, considering that the findings were also noticed. The Amazon, our central topic, is in danger. This issue has been discussed all over the world, however, in this work, it was related the problems of Amazon with our current situation in Santa Maria-RS.
    People in charge of taking care of the environment were consulted and it was found out that what happens in the forest influences throughout the country and the world.
    Biopiracy, illegal deforestation, traffic of animals, dryings and forest fires are some of the issues reported in this article, in which it is aimed at making readers to be aware of what is happening, showing that it is reality, our reality and not mere invention

Key words: Amazon, danger, troubles, environment.

Resumén

    En la construcción de este trabajo, hicimos varias pesquisas y muchas descubiertas fueron notadas. La Amazonia, nuestro tema central, está en riesgo. Asunto que ya está siendo repercutido en todo el globo, entretanto, de una diferente manera por la que en general es tratado: relacionamos los problemas en la Amazonia con la situación en nuestra ciudad, Santa Maria – RS.      Consultamos personas encargadas de cuidar del medio ambiente de nuestra ciudad y constatamos que, lo que se sucede en la floresta, influencia en todo el país y en mundo.
    Biopiratería, desatamiento ilegal, tráfico de animales, secas y quemadas son algunos dos los asuntos relatados en este artigo, no cual visamos dejar los lectores conscientes do que está ocurriendo y mostrar que, lo que se pasa en la Amazonia, es la realidad no una miera invención.

Palabras clave: Amazon, peligro, problemas, medio ambiente



INTRODUÇÃO

Exuberante, biodiversidade, diversas espécies de fauna e flora. Resquícios de aldeias de povos primitivos. Milhares de espécies de árvores. Essas são algumas das várias características que descrevem a Floresta Amazônica.
Localizada em nove países sul-americanos: Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa, apresenta uma totalidade de 6,9 milhões de km². Entretanto, a maior parte da extensão da Amazônia está no Brasil, cobrindo uma área de 4,2 milhões de km², 49% do território nacional, se distribui por nove estados: Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, parte do Tocantins e parte do Amapá.
A Floresta Amazônica compreende metade das espécies terrestres do planeta, cerca de 5 mil espécies de árvores, 300 mil mamíferos, mais de 1.300 mil pássaros e milhões de insetos.
Ademais, cerca de 3 mil espécies de peixes deslizam por 25 mil quilômetros de águas navegáveis da maior bacia hidrográfica do mundo. No território brasileiro habitam mais de 20 milhões de pessoas, incluindo 220 mil indígenas de 180 etnias distintas, além de ribeirinhos, extrativistas e quilombolas.
Entre suas muitas importâncias, é fundamental no equilíbrio climático global e influencia diretamente no regime de chuvas do Brasil e da América Latina. Sua imensa cobertura vegetal estoca entre 180 e 120 bilhões de toneladas de carbono.
Contrapondo esse rico cenário de uma floresta “perfeita” está o grande dilema em preservar a floresta Amazônica que aos poucos, vem sendo degradada de modo deplorável. O problema se torna familiarizado à medida que vem se agravando e as consequências são fatais.
O principal motivo que nos levou à escolha da discussão do tema é: expor a realidade presente na Amazônia ao mesmo tempo em que há uma crítica ao comportamento dos habitantes, estes que no futuro sofrerão as consequências. A importância desse tema na atualidade é pelo fato de ser um dos assuntos mais discutidos mundialmente devido a grande exploração da floresta.
Como exemplo de trabalho que também faz uma critica referente à desastrosa situação na qual o mundo está inserido é a Campanha da Fraternidade 2011, que nos propõe uma reflexão sobre como o ser humano está agindo negativamente sobre seu habitat.


 
DESMATAMENTO

    Fascínio e destruição são duas palavras que podem definir a nossa Amazônia de hoje. No momento em que os portugueses chegaram ao território brasileiro, o desmatamento não passava de 1%. No entanto, em algumas décadas, esse percentual aumentou cerca de 16%, área que equivale aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A organização do meio ambiente, Greenpeace afirma: “Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come.” O problema está em madeireiras instalarem-se na região para cortar os troncos das árvores para após vendê-los. Há também fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo, principalmente de soja. 



“Uma das últimas grandes reservas de madeira tropical do planeta, a Amazônia enfrenta um acelerado processo de degradação para a extração do produto. A agropecuária vem a reboque, ocupando enormes extensões de terra sob o pretexto de que o celeiro do mundo é ali. Mas o modelo de produção, em geral, é antigo e se esparrama para os lados, avançando sobre as matas e deixando enormes áreas abandonadas.” (Greenpeace)




CO2

    Em junho de 2011 foi detectado pelo SAD, Sistema de Alerta de Desmatamento da Amazônia Legal, que o desmatamento comprometeu 6,6 milhões de toneladas de CO2, o que representa uma taxa de diminuição de 39% em relação a junho de 2010. Entre agosto de 2010 a junho de 2011, o desmatamento comprometeu 90,5 milhões de toneladas de CO2. Um aumento de 3,8% em relação ao período de agosto de 2009 a junho de 2010. Frente a essas taxas de CO2 liberadas percebe-se que a cada árvore que cai, uma parcela de tamanha quantidade que ai de carbono vai para o céu.
                                                                                                                          “Amazônia se depende de ti o oxigênio do mundo, que as futuras gerações aprendam a respirar oxigênio em lata.” Orlando Carneiro



SECA
 A Amazônia vive hoje a pior estiagem dos últimos anos. A mídia mostra cenários desoladores na região. São igarapés secos, barcos encalhados na areia de rios, mortes de peixes, populações isoladas sem acesso aos recursos sociais básicos. Entre outubro e novembro de 2010, os rios Negro, Solimões e Amazonas tiveram vazante com os menores índices de nível de água na história.
A seca na Amazônia pode deixar marcas como o caso da “savanização”, um processo de perda de biodiversidade causada por alguns graus centígrados a mais no termômetro planetário e pela perda de umidade. Savana é outro nome usado para definir o Cerrado brasileiro, ambiente mais pobre em diversidade biológica. Também são fortes as evidencias de que o desmatamento e as queimadas podem potencializar os efeitos da seca na região.



“Quando a última árvore tiver caído,
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro não se come.” (Greenpeace)

 O AGRONEGÓCIO

    O agronegócio está em franco desenvolvimento neste território, onde os grandes empresários se aproveitam dos pequenos produtores, pois aqueles não visam de modo nenhum à pessoa, mas sim, o lucro. E este vai pisando no meio ambiente e toda a sua tênue vida.       Ele desmata impiedosamente.
    É atividade que desperdiça e consome 70% da água doce utilizada no mundo. Os seus fertilizantes, além de contaminarem lagos e rios, já são causadores de zonas mortas nas águas marítimas litorâneas. Neste modelo, questiona-se o compromisso para com a sustentabilidade da natureza e sua biodiversidade. Estamos nos esquecendo ou não nos damos conta ainda, que o nosso Planeta é um ser vivo, e como nós, tem necessidades. Hoje o vemos pedindo socorro, no lema da campanha deste ano que diz:
               A criação geme em dores de parto.                                              

Citação da campanha da fraternidade 2011:                                                    “A Amazônia, tão valiosa para o país e para a humanidade, parece ser vista pelo governo como um vazio demográfico e improdutivo que, ao menos, deve produzir energia, mesmo a despeito do alto custo para a sua biodiversidade.”



ÍNDIOS NA AMAZÔNIA



    Cerca de 180 povos indígenas vivem na região amazônica do Brasil, resultando em aproximadamente 208 mil indivíduos. Ali vivem desde povos resistentes até povos livres. Por serem povos que sobrevivem da caça, pesca, agricultura e extrativismo, são fortemente afetados devido à devastação da floresta.

    Há a demarcação das terras tradicionalmente indígenas à medida que surgem interesses econômicos na região.

Lenda indígena

"Um dia a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos guerreiros do arco-íris."
Segundo o Greenpeace, essa é uma profecia feita há mais de 200 anos por uma índia.



PROBLEMAS ATUAIS



 Madeireiras têm se instalado na região para cortar e vender troncos de árvores nobres; fazendeiros estão provocando queimadas na floresta para a ampliação de áreas de cultivo (principalmente de soja). Cientistas e ambientalistas do mundo todo tem se preocupado com esses problemas que em pouco tempo podem colocar em risco a floresta.

 Outro fato importante de ser citado é a biopirataria. Cientistas estrangeiros entram na floresta, sem autorização de autoridades brasileiras, para obter amostras de plantas ou espécies animais. Levam estas para seus países, pesquisam e desenvolvem substâncias, registram patentes e depois lucram com isso. Futuramente, o Brasil teria que pagar para utilizar substâncias cujas matérias-primas são originárias do nosso território.

    Devido à descoberta de ouro na região (principalmente no estado do Pará), os garimpeiros têm contaminado os rios e os peixes com o uso de mercúrio no garimpo. Índios que habitam a floresta amazônica também sofrem com essa extração de ouro, pois os rios e os peixes são excepcionais para sua sobrevivência.



“Com um submarino atômico que um de nós quer comprar, um milhão e meio de hectares na Amazônia poderiam ser reflorestados.” (Alan García)




TRÁFICO DE ANIMAIS



    O tráfico de animais é um grande problema da atualidade que diz respeito às questões ambientais, pois no Brasil junto com o trafico de animais há a retirada de espécies de plantas nativas. Além do desrespeito as leis ambientais, há o desrespeito a vida e o risco da preservação das espécies. Esse ato envolve muito dinheiro e normalmente são presos somente os caçadores, ou seja, aqueles que são mandados e que recebem somente o pagamento por seus serviços, os responsáveis realmente pelo tráfico costumam ficar impunes, o que permite que esse comércio ilegal continue se alastrando cada vez mais pelo interior de nosso país, matando, destruindo, devastando e cometendo atrocidades com os animais das mais diferentes espécies.





“O tráfico de animais e plantas movimenta anualmente US$ 1 bilhão no país, só ficando atrás do tráfico de armas e de drogas.” (Sarney Filho, ex-ministro do meio ambiente)



RENCTAS - REDE NACIONAL CONTRA O TRÁFICO DE ANIMAIS
    A RENCTAS é um projeto desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e tem como objetivo unificar as ações da sociedade civil organizada no sentido de contribuir com os órgãos de fiscalização e inteligência nacionais e internacionais para o combate ao tráfico de animais silvestres em Território Brasileiro.

    A RENCTAS é um projeto que interliga diversas organizações nacionais e internacionais através da Internet, buscando difundir informações e articular campanhas e atividades contra o tráfico de animais silvestres no Brasil.



CONCLUSÃO



    Ao passo da descrição dos acontecimentos na Floresta Amazônica percebe-se que, atualmente, a Amazônia vale muito pouco comparada há anos atrás. A riquíssima exuberância foi trocada pela mata suja e devastada. Do alto, do solo ou da água, o bioma brasileiro é um impacto para os olhos.

    Algumas das soluções para conter o nível de destruição da Amazônia que podem ser citadas são: Com o desmatamento zero, se for atingido até 2015, o Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global, assegurar a biodiversidade e o uso responsável desse patrimônio; Campanhas contra o desmatamento e diferentes alternativas econômicas que estimulem os habitantes a mantê-la, que devem caminhar juntos; Áreas protegidas com a implementação de leis para que essas terras não continuem a mercê dos criminosos; Regularização fundiária de quem tem direito à posse de terra, fazendo assim o mapeamento das propriedades privadas, o que possibilita monitorar novos desmatamentos. A fim de que essas medidas sejam bem executadas, o governo precisa estar na Amazônia para fazer valer as leis de preservação. Todavia, é evidente que a conscientização é também uma, e não menos importante, das principais medidas de conservação.

    As consequências que estão muito próximas da nossa realidade, indubitavelmente assustam o pensamento conservadorista de muitos cientistas e pesquisadores, que acreditam que os desastres na Amazônia podem inclusive alterar o papel climático.

    Teremos que perder uma beleza mundial, pelo motivo do país não dar a devida atenção que a Amazônia e seus problemas necessitam, para que depois a sua devida importância seja reconhecida. Quando as terras estiverem inóspitas e inacessíveis será tarde demais. 

    É apenas questão de tempo até efeitos mais intensos dessa situação nos atingir, precisamos acordar para o problema enfrentado na Floresta Amazônica e revertê-lo enquanto há tempo.



Referência bibliográfica:








- Revista Educação – Ano 8, número 92, Dezembro de 2004

Editora Segmento

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