Artigo Científico
Turma 233.
Resumo
Na construção desse trabalho, várias pesquisas foram feitas e diversas descobertas foram notadas. A Amazônia, nosso tema central, está em perigo. Assunto esse que já está repercutindo em todo o globo, porém, de uma maneira diferente da que geralmente é tratado: relacionamos os problemas na Amazônia com a nossa atual situação em Santa Maria-RS .
Consultamos pessoas encarregadas de cuidar do meio ambiente em nossa cidade e constatamos que, o que acontece na floresta, influencia em todo o país e mundo.
Biopirataria, desmatamento ilegal, tráfico de animais, secas e queimadas são alguns dos assuntos relatados neste artigo, no qual visamos deixar os leitores cientes do que está acontecendo e mostrar que, o que está acontecendo na Amazônia, é realidade e não mera invenção.
Palavras-chave: Amazônia, perigo, problemas, meio ambiente.
Abstract
In order to realize this work, several researches and surveys were carried out, considering that the findings were also noticed. The Amazon, our central topic, is in danger. This issue has been discussed all over the world, however, in this work, it was related the problems of Amazon with our current situation in Santa Maria-RS.
People in charge of taking care of the environment were consulted and it was found out that what happens in the forest influences throughout the country and the world.
Biopiracy, illegal deforestation, traffic of animals, dryings and forest fires are some of the issues reported in this article, in which it is aimed at making readers to be aware of what is happening, showing that it is reality, our reality and not mere invention
Key words: Amazon, danger, troubles, environment.
Resumén
En la construcción de este trabajo, hicimos varias pesquisas y muchas descubiertas fueron notadas. La Amazonia , nuestro tema central, está en riesgo. Asunto que ya está siendo repercutido en todo el globo, entretanto, de una diferente manera por la que en general es tratado: relacionamos los problemas en la Amazonia con la situación en nuestra ciudad, Santa Maria – RS. Consultamos personas encargadas de cuidar del medio ambiente de nuestra ciudad y constatamos que, lo que se sucede en la floresta, influencia en todo el país y en mundo.
Biopiratería, desatamiento ilegal, tráfico de animales, secas y quemadas son algunos dos los asuntos relatados en este artigo, no cual visamos dejar los lectores conscientes do que está ocurriendo y mostrar que, lo que se pasa en la Amazonia , es la realidad no una miera invención.
Palabras clave: Amazon, peligro, problemas, medio ambiente
INTRODUÇÃO
Exuberante, biodiversidade, diversas espécies de fauna e flora. Resquícios de aldeias de povos primitivos. Milhares de espécies de árvores. Essas são algumas das várias características que descrevem a Floresta Amazônica.
Localizada em nove países sul-americanos: Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa, apresenta uma totalidade de 6,9 milhões de km². Entretanto, a maior parte da extensão da Amazônia está no Brasil, cobrindo uma área de 4,2 milhões de km², 49% do território nacional, se distribui por nove estados: Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, parte do Tocantins e parte do Amapá.
A Floresta Amazônica compreende metade das espécies terrestres do planeta, cerca de 5 mil espécies de árvores, 300 mil mamíferos, mais de 1.300 mil pássaros e milhões de insetos.
Ademais, cerca de 3 mil espécies de peixes deslizam por 25 mil quilômetros de águas navegáveis da maior bacia hidrográfica do mundo. No território brasileiro habitam mais de 20 milhões de pessoas, incluindo 220 mil indígenas de 180 etnias distintas, além de ribeirinhos, extrativistas e quilombolas.
Entre suas muitas importâncias, é fundamental no equilíbrio climático global e influencia diretamente no regime de chuvas do Brasil e da América Latina. Sua imensa cobertura vegetal estoca entre 180 e 120 bilhões de toneladas de carbono.
Contrapondo esse rico cenário de uma floresta “perfeita” está o grande dilema em preservar a floresta Amazônica que aos poucos, vem sendo degradada de modo deplorável. O problema se torna familiarizado à medida que vem se agravando e as consequências são fatais.
O principal motivo que nos levou à escolha da discussão do tema é: expor a realidade presente na Amazônia ao mesmo tempo em que há uma crítica ao comportamento dos habitantes, estes que no futuro sofrerão as consequências. A importância desse tema na atualidade é pelo fato de ser um dos assuntos mais discutidos mundialmente devido a grande exploração da floresta.
Como exemplo de trabalho que também faz uma critica referente à desastrosa situação na qual o mundo está inserido é a Campanha da Fraternidade 2011, que nos propõe uma reflexão sobre como o ser humano está agindo negativamente sobre seu habitat.
DESMATAMENTO
Fascínio e destruição são duas palavras que podem definir a nossa Amazônia de hoje. No momento em que os portugueses chegaram ao território brasileiro, o desmatamento não passava de 1%. No entanto, em algumas décadas, esse percentual aumentou cerca de 16%, área que equivale aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A organização do meio ambiente, Greenpeace afirma: “Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come.” O problema está em madeireiras instalarem-se na região para cortar os troncos das árvores para após vendê-los. Há também fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo, principalmente de soja.
“Uma das últimas grandes reservas de madeira tropical do planeta, a Amazônia enfrenta um acelerado processo de degradação para a extração do produto. A agropecuária vem a reboque, ocupando enormes extensões de terra sob o pretexto de que o celeiro do mundo é ali. Mas o modelo de produção, em geral, é antigo e se esparrama para os lados, avançando sobre as matas e deixando enormes áreas abandonadas.” (Greenpeace)
CO2
Em junho de 2011 foi detectado pelo SAD, Sistema de Alerta de Desmatamento da Amazônia Legal, que o desmatamento comprometeu 6,6 milhões de toneladas de CO2, o que representa uma taxa de diminuição de 39% em relação a junho de 2010. Entre agosto de 2010 a junho de 2011, o desmatamento comprometeu 90,5 milhões de toneladas de CO2. Um aumento de 3,8% em relação ao período de agosto de 2009 a junho de 2010. Frente a essas taxas de CO2 liberadas percebe-se que a cada árvore que cai, uma parcela de tamanha quantidade que ai de carbono vai para o céu.
“Amazônia se depende de ti o oxigênio do mundo, que as futuras gerações aprendam a respirar oxigênio em lata.” Orlando Carneiro
SECA
A Amazônia vive hoje a pior estiagem dos últimos anos. A mídia mostra cenários desoladores na região. São igarapés secos, barcos encalhados na areia de rios, mortes de peixes, populações isoladas sem acesso aos recursos sociais básicos. Entre outubro e novembro de 2010, os rios Negro, Solimões e Amazonas tiveram vazante com os menores índices de nível de água na história.
A seca na Amazônia pode deixar marcas como o caso da “savanização”, um processo de perda de biodiversidade causada por alguns graus centígrados a mais no termômetro planetário e pela perda de umidade. Savana é outro nome usado para definir o Cerrado brasileiro, ambiente mais pobre em diversidade biológica. Também são fortes as evidencias de que o desmatamento e as queimadas podem potencializar os efeitos da seca na região.
“Quando a última árvore tiver caído,
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro não se come.” (Greenpeace)
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro não se come.” (Greenpeace)
O AGRONEGÓCIO
O agronegócio está em franco desenvolvimento neste território, onde os grandes empresários se aproveitam dos pequenos produtores, pois aqueles não visam de modo nenhum à pessoa, mas sim, o lucro. E este vai pisando no meio ambiente e toda a sua tênue vida. Ele desmata impiedosamente.
É atividade que desperdiça e consome 70% da água doce utilizada no mundo. Os seus fertilizantes, além de contaminarem lagos e rios, já são causadores de zonas mortas nas águas marítimas litorâneas. Neste modelo, questiona-se o compromisso para com a sustentabilidade da natureza e sua biodiversidade. Estamos nos esquecendo ou não nos damos conta ainda, que o nosso Planeta é um ser vivo, e como nós, tem necessidades. Hoje o vemos pedindo socorro, no lema da campanha deste ano que diz:
“A criação geme em dores de parto.”
Citação da campanha da fraternidade 2011: “A Amazônia, tão valiosa para o país e para a humanidade, parece ser vista pelo governo como um vazio demográfico e improdutivo que, ao menos, deve produzir energia, mesmo a despeito do alto custo para a sua biodiversidade.”
ÍNDIOS NA AMAZÔNIA
Cerca de 180 povos indígenas vivem na região amazônica do Brasil, resultando em aproximadamente 208 mil indivíduos. Ali vivem desde povos resistentes até povos livres. Por serem povos que sobrevivem da caça, pesca, agricultura e extrativismo, são fortemente afetados devido à devastação da floresta.
Há a demarcação das terras tradicionalmente indígenas à medida que surgem interesses econômicos na região.
Lenda indígena
"Um dia a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos guerreiros do arco-íris."
Segundo o Greenpeace, essa é uma profecia feita há mais de 200 anos por uma índia.
Segundo o Greenpeace, essa é uma profecia feita há mais de 200 anos por uma índia.
PROBLEMAS ATUAIS
Madeireiras têm se instalado na região para cortar e vender troncos de árvores nobres; fazendeiros estão provocando queimadas na floresta para a ampliação de áreas de cultivo (principalmente de soja). Cientistas e ambientalistas do mundo todo tem se preocupado com esses problemas que em pouco tempo podem colocar em risco a floresta.
Outro fato importante de ser citado é a biopirataria. Cientistas estrangeiros entram na floresta, sem autorização de autoridades brasileiras, para obter amostras de plantas ou espécies animais. Levam estas para seus países, pesquisam e desenvolvem substâncias, registram patentes e depois lucram com isso. Futuramente, o Brasil teria que pagar para utilizar substâncias cujas matérias-primas são originárias do nosso território.
Devido à descoberta de ouro na região (principalmente no estado do Pará), os garimpeiros têm contaminado os rios e os peixes com o uso de mercúrio no garimpo. Índios que habitam a floresta amazônica também sofrem com essa extração de ouro, pois os rios e os peixes são excepcionais para sua sobrevivência.
“Com um submarino atômico que um de nós quer comprar, um milhão e meio de hectares na Amazônia poderiam ser reflorestados.” (Alan García)
TRÁFICO DE ANIMAIS
O tráfico de animais é um grande problema da atualidade que diz respeito às questões ambientais, pois no Brasil junto com o trafico de animais há a retirada de espécies de plantas nativas. Além do desrespeito as leis ambientais, há o desrespeito a vida e o risco da preservação das espécies. Esse ato envolve muito dinheiro e normalmente são presos somente os caçadores, ou seja, aqueles que são mandados e que recebem somente o pagamento por seus serviços, os responsáveis realmente pelo tráfico costumam ficar impunes, o que permite que esse comércio ilegal continue se alastrando cada vez mais pelo interior de nosso país, matando, destruindo, devastando e cometendo atrocidades com os animais das mais diferentes espécies.
“O tráfico de animais e plantas movimenta anualmente US$ 1 bilhão no país, só ficando atrás do tráfico de armas e de drogas.” (Sarney Filho, ex-ministro do meio ambiente)
RENCTAS - REDE NACIONAL CONTRA O TRÁFICO DE ANIMAIS
A RENCTAS é um projeto desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e tem como objetivo unificar as ações da sociedade civil organizada no sentido de contribuir com os órgãos de fiscalização e inteligência nacionais e internacionais para o combate ao tráfico de animais silvestresem Território Brasileiro.
A RENCTAS é um projeto desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e tem como objetivo unificar as ações da sociedade civil organizada no sentido de contribuir com os órgãos de fiscalização e inteligência nacionais e internacionais para o combate ao tráfico de animais silvestres
A RENCTAS é um projeto que interliga diversas organizações nacionais e internacionais através da Internet, buscando difundir informações e articular campanhas e atividades contra o tráfico de animais silvestres no Brasil.
CONCLUSÃO
Ao passo da descrição dos acontecimentos na Floresta Amazônica percebe-se que, atualmente, a Amazônia vale muito pouco comparada há anos atrás. A riquíssima exuberância foi trocada pela mata suja e devastada. Do alto, do solo ou da água, o bioma brasileiro é um impacto para os olhos.
Algumas das soluções para conter o nível de destruição da Amazônia que podem ser citadas são: Com o desmatamento zero, se for atingido até 2015, o Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global, assegurar a biodiversidade e o uso responsável desse patrimônio; Campanhas contra o desmatamento e diferentes alternativas econômicas que estimulem os habitantes a mantê-la, que devem caminhar juntos; Áreas protegidas com a implementação de leis para que essas terras não continuem a mercê dos criminosos; Regularização fundiária de quem tem direito à posse de terra, fazendo assim o mapeamento das propriedades privadas, o que possibilita monitorar novos desmatamentos. A fim de que essas medidas sejam bem executadas, o governo precisa estar na Amazônia para fazer valer as leis de preservação. Todavia, é evidente que a conscientização é também uma, e não menos importante, das principais medidas de conservação.
As consequências que estão muito próximas da nossa realidade, indubitavelmente assustam o pensamento conservadorista de muitos cientistas e pesquisadores, que acreditam que os desastres na Amazônia podem inclusive alterar o papel climático.
Teremos que perder uma beleza mundial, pelo motivo do país não dar a devida atenção que a Amazônia e seus problemas necessitam, para que depois a sua devida importância seja reconhecida. Quando as terras estiverem inóspitas e inacessíveis será tarde demais.
É apenas questão de tempo até efeitos mais intensos dessa situação nos atingir, precisamos acordar para o problema enfrentado na Floresta Amazônica e revertê-lo enquanto há tempo.
Referência bibliográfica:
- Revista Educação – Ano 8, número 92, Dezembro de 2004
Editora Segmento
(Outros sites)
Foi uma viagem muito criativa. Algo exótico, que atiçou o interesse dos alunos e também dos professores.
ResponderExcluirGostamos muito da interação que houve entre colegas e colegas e tanbém colegas com professores. Conhecemos algumas das biodiversidades passadas pelo professor Diego Rigon a nossas pessoas. Muito Interessante.
A viagem de estudos foi uma experiência muito empolgante, onde tivemos a oportunidade de conhecer um puco mais da nossa linda natureza e aproveitamos cada minuto ao lado de nossos professores e colegas
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